
A Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 6% da população, ou seja 240 milhões de pessoas sejam diabéticas em todo o mundo.
Com a intenção de ajudar essas pessoas, o Shopping do Diabético é especializado em produtos para diabetes, com alimentação, medicamentos e aparelhagem completa. Por isso hoje em dia é possível tratá-la normalmente proporcionando saúde e qualidade de vida para o paciente portador.
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Dia 14 de novembro é o Dia Mundial do Diabetes – 150 países, inclusive o Brasil, estão realizando ações para conscientizar as pessoas sobre a importância desta doença que tem atingido cada vez mais jovens. Eles são, inclusive, o tema da campanha desse ano, uma vez que mais de 200 crianças desenvolvem diabetes a cada dia. Os números são mesmo alarmantes: segundo estimativa recente da International Diabetes Federation (IDF) há cerca de 250 milhões de diabéticos (adultos, jovens e crianças) no mundo. Em 2025, este número deve chegar a 380 milhões. Só no Brasil, são contabilizados 11 milhões de portadores da doença, considerada uma das principais causas de mortalidade no mundo – quase quatro milhões morrem, a cada ano, devido às complicações do diabetes não controlado. Por isso, a detecção precoce da doença é vital.
O diabetes se caracteriza pela ausência (diabetes tipo I) ou pela irregularidade (diabetes tipo II) da produção de insulina pelo pâncreas, um hormônio que permite o aproveitamento, pelas células, da glicose (açúcar) contida nos alimentos, transformada então em energia para o organismo desempenhar suas funções. Se a glicose não é absorvida, começa a ser acumulada na corrente sanguínea, gerando a hiperglicemia – taxa alta de açúcar no sangue – que pode causar muitos problemas de saúde, como nefropatia (doença renal), cegueira e doenças do aparelho cardiovascular (infarto e acidente vascular cerebral, por exemplo).
O diabetes tipo I está relacionado à genética, à história familiar, e acomete muitos jovens. Já o tipo II é o mais comum, respondendo por mais de 90% dos casos da doença, e atinge pessoas geralmente acima dos 40 anos. “A genética também é uma causa importante, mas o diabetes tipo II está intimamente associado ao estilo de vida moderno. O sedentarismo, os maus hábitos alimentares e a obesidade são fatores fortíssimos que predispõem o aparecimento deste tipo de diabetes. É por isso que estamos vendo cada vez mais jovens vítimas dessa forma da doença”, alerta João Régis Carneiro, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes.
Estima-se que para cada paciente diagnosticado como diabético existe outro que não sabe ser portador da doença, o que configura um perigo muito grande, pois muitos estão hoje convivendo com o diabetes sem receber qualquer tipo de tratamento. Entre os diversos sintomas resultantes do excesso de glicose na circulação sangüínea podemos citar: urinar em excesso várias vezes ao dia e também à noite, sentir sede excessiva, aumento do apetite, ter perda de peso, sentir cansaço extremo, câimbras, dormência nas extremidades, boca seca e visão turva. “Pacientes com diabetes tipo II podem apresentar sintomas menos evidentes. Daí a possibilidade de ficarem anos sem diagnóstico”, destaca João Régis Carneiro.
Mas a detecção da doença é simples. Além de avaliar os sintomas externos, é necessário fazer um exame de sangue, em jejum, para checar a dosagem de açúcar na corrente sangüínea. “Uma pessoa normal terá taxa inferior a 100mg de glicose por decilitro (dl). Entre 100 mg/dl e 126 mg/dl, o indivíduo é diagnosticado como intolerante à glicose, ou seja, não é diabético mas também não pode ser considerado normal. A partir de 126 mg/dl o diagnóstico de diabetes pode ser estabelecido desde que repetido ou confirmado pelos sintomas externos”, explica o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes.
O tratamento da doença é igualmente simples. Os diabéticos do tipo I, aqueles cujo organismo parou de produzir insulina, são tratados através da administração subcutânea deste hormônio. “Existem vários tipos de insulina. Hoje, as formas de aplicação são muito facilitadas por modernos aplicadores: canetas especiais ou até mesmo bombas de infusão portáteis. No caso do tipo II, existem muitas medicações que podem agir tanto estimulando a produção de insulina pelas células beta do pâncreas, como também facilitando a ação da insulina nos tecidos”, explica o médico João Régis Carneiro.
Outro cuidado essencial é o com a alimentação, mas não pense que isso significa uma restrição especial, porque na verdade a dieta do diabético se aproxima cada vez mais da dieta de uma pessoal normal. Não existe mais essa história de cortar carboidratos, não há mais impedimentos radicais. “Nosso organismo precisa de todos os nutrientes, sendo que os carboidratos – cenoura, pão, arroz, batata, etc – devem representar 40% das calorias que ingerimos. Mas fast food, bolos, biscoitos e demais guloseimas, nem pensar! Eles não podem substituir refeições ou serem ingeridos freqüentemente pelos diabéticos e nem pelas pessoas saudáveis. De vez em quando até vai, mas é preciso dosar as quantidades”, esclarece a nutróloga Ellen Simone Paiva, do Centro Integrado de Nutrição (Citen), em São Paulo.
Segundo ela, o importante é que o diabético siga, também, uma alimentação balanceada que mantenha seu peso ideal (80% dos portadores da doença estão acima do peso). A nutróloga enfatiza, além disso, a importância dos horários das refeições. “É essencial ter horários para comer e não pular refeições, ajudando a regular e manter o nível de açúcar no sangue sempre estabilizado”, aconselha Ellen Simone Paiva.
Se o diabetes for controlado, o portador da doença pode levar uma vida absolutamente normal. Pode viajar, namorar, trabalhar, ser atleta ou o que for. Basta apenas ter disciplina, cuidar da alimentação, não fumar, ingerir álcool de forma moderada e praticar uma atividade física adequada regularmente e com acompanhamento profissional – recomendações que se estendem, afinal, a todas as pessoas, diabéticas ou não.
Como Evitar o Diabetes
Fatores de Risco
Fonte: Texto - www.bemleve.bolsademulher.com Imagem e Vídeos - www.diamundialdodiabetes.org.br

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A chamada diabete gestacional começa durante a gravidez e geralmente desaparece após o parto
NOVA YORK - Tratar a diabete que surge durante a gravidez, mesmo que a manifestação seja leve, ajuda a mãe e o bebê a evitar um ganho excessivo de peso e facilita o parto, mostra uma nova pesquisa.
Em um estudo de 950 mulheres, as que apresentaram diabete moderada e foram tratadas tiveram menos bebês com excesso de peso, menos cesarianas e menos complicações do que as que não tiveram a diabete tratada.
"Temos todas as razões para tratar até mesmo as mulheres com a mais fraca" das diabetes, disse o líder do estudo, o médico Mark Landon, da Universidade Estadual de Ohio.
A chamada diabete gestacional começa durante a gravidez e geralmente desaparece após o parto. Pode afetar até uma em cada sete gestantes, dependendo da população. O excesso de açúcar no sangue da mãe pode fazer com que o feto cresça demais, às vezes exigindo cesarianas, e também trazer outros problemas de saúde para o bebê e a mãe.
Fonte: Estadão

Pesquisa britânica sugere que o composto sulforafane reverte problemas cardiovasculares
Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Warwick, no Reino Unido, sugere que o sulforafane, composto encontrado nos brócolis, ajuda a reverter doenças cardiovasculares causadas pela diabetes. A pesquisa foi publicada na atual edição da revista Diabetes.
– Nosso estudo sugere que compostos como o sulforafane dos brócolis podem ajudar a combater processos ligados ao desenvolvimento dessas doenças – afirmou o chefe da pesquisa, Paul Thornalley.
Segundo o estudo, o sulforafane também ativa uma proteína conhecida como nrf2, que protege células e tecidos através de enzimas antioxidantes e detoxificantes. Essas enzimas preservam os vasos sangüíneos e ajudam no controle dos níveis de moléculas que prejudicam as células.
– No futuro será importante testar se uma dieta rica em vegetais do gênero brassica proporciona benefícios à saúde dos diabéticos. Nossa expectativa é que sim – ressaltou Thornalley.
Enfarte
O consumo dos brócolis e outros vegetais brassica – que engloba couves, nabos e couve-flor – já foi associado à redução no risco de se sofrer ataques cardíacos e enfartes.
Sabe-se que os diabéticos têm até cinco vezes mais chance de desenvolver as doenças cardiovasculares relacionadas a danos nos vasos sangüíneos.
Os pesquisadores de Warwick testaram os efeitos do sulforafane em células vasculares danificadas por altos níveis de glicose, a hiperglicemia associada aos diabéticos.
A hiperglicemia pode causar um aumento em até três vezes dos níveis de moléculas chamadas de Espécie de Oxigênio Reativo (ROS), o que pode gerar danos graves às células do corpo humano. Pesquisadores registraram uma redução de 73% das moléculas ROS.
– É encorajador ver que o professor Thornalley e sua equipe identificaram uma substância potencialmente importante que pode proteger e reparar vasos sangüíneos dos efeitos danosos da diabete – disse à rede BBC Iain Frame, diretor de pesquisa do instituto de caridade Diabetes UK.
Porém, Frame ressaltou que estudos feitos com células em laboratórios estão longe de refletir as ocorrências na vida real.
O estudo foi financiado pela Fundação Internacional de Pesquisa da Diabetes Juvenil, O Wellcome Trust e o Conselho de Pesquisa da Biotecnologia e Ciências Biológicas.
Fonte: Jornal do Brasil
Um estudo feito na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto, com 120 pacientes com diabetes tipo 2 indica que, apesar de consumir produtos diet e light com frequência, mais da metade não sabe a diferença entre os dois tipos de produtos, não tem o hábito de ler o rótulo desses alimentos e também não controla a quantidade ingerida.

Entre os pacientes entrevistados (60 homens e 60 mulheres), todos atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a média de idade era de 63 anos e 83,3% tinham sobrepeso ou obesidade.
Os dados foram obtidos por meio de um questionário envolvendo variáveis sociodemográficas, hábitos de vida, história da doença e consumo de produtos dietéticos e adoçantes. A amostra foi composta principalmente por indivíduos com baixa escolaridade
A nutricionista Paula Barbosa de Oliveira, autora do estudo feito como dissertação de mestrado defendida no Programa Saúde na Comunidade, da USP, com orientação do professor Laércio Joel Franco, alerta que o consumo excessivo desses produtos pode interferir no controle glicêmico e trazer prejuízos para a saúde dos pacientes.
Os alimentos diet são isentos de certos nutrientes encontrados no produto convencional, como açúcar, sódio ou gordura, e são elaborados para pessoas com exigências específicas, enquanto o light apresenta uma redução de, no mínimo, 25% do valor energético total ou de algum nutriente presente no produto convencional.
"O estudo conclui que informações sobre o uso adequado de adoçantes e produtos dietéticos é uma necessidade nas atividades assistenciais aos pacientes com diabetes, nos diversos níveis do SUS", disse Paula à Agência FAPESP.
Como os indivíduos com diabetes precisam restringir a ingestão de açúcar, segundo ela o uso desses produtos pode suprir o desejo pelo sabor doce sem alterar a glicemia.
"O uso consciente e adequado desses produtos pode restringir o uso de açúcar, facilitar a adesão ao tratamento e, consequentemente, melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Verificamos, por exemplo, que apenas 41% dos pacientes têm o hábito de ler os rótulos dos produtos", disse.
O trabalho indicou ainda que, embora não tenham sido observadas diferenças significativas entre homens e mulheres com relação à ingestão de produtos diet e light, os idosos consomem menos açúcares quando comparados com os adultos.
"Em resumo, apesar de usar menos açúcar, os idosos são os maiores consumidores de adoçantes entre todas as faixas etárias, enquanto as mulheres usam mais o adoçante fora de casa e se dizem mais preocupadas com a quantidade utilizada do que os homens", disse Paula.
A nutricionista destaca que para obter um bom controle metabólico a educação alimentar é um dos pontos fundamentais no tratamento do diabetes, que atualmente apresenta impacto considerável como problema de saúde pública, pela morbidade, mortalidade e altos custos de seu tratamento.
Segundo ela, o uso de adoçantes e alimentos dietéticos é importante para as pessoas com diabetes, apesar de serem dispensáveis na alimentação. "Esse setor tem crescido muito nos últimos anos e, atualmente, 35% dos lares brasileiros consomem algum tipo de produto light ou diet, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos", disse.
"As estimativas são de que o número de pessoas com diabetes do tipo 2 no mundo passará dos cerca de 135 milhões, em 1995, para 300 milhões em 2025", apontou.

Reuters/Brasil Online
Por Julie Steenhuysen
CHICAGO (Reuters) - Fortalecer a quimioterapia com metformina, uma droga comum contra diabetes, ajudou a reduzir tumores de mama mais rapidamente em ratos e a mantê-los saudáveis por mais tempo, aumentando a esperança por uma forma mais efetiva de tratamento de câncer, divulgaram pesquisadores norte-americanos nesta segunda-feira.
Eles disseram que a metformina parece ter alvejado células-tronco do câncer de mama -um tipo de célula-mãe que resiste ao tratamento convencional e pode ser a fonte de vários tumores que recuperam terreno após o tratamento.
"O que é empolgante aqui é que agora nós temos um tipo diferente de remédio contra o câncer que pode ter sinergia com a quimioterapia", disse Kevin Struhl, da Escola Médica de Harvard, e cujo estudo aparece na revista Cancer Research.
Muitas equipes têm procurado formas de destruir as células-mãe com a esperança de tornar mais fácil a cura do câncer.
No mês passado, uma equipe do Broad Institute of Harvard e do Massachussets Institute of Technology divulgou que uma substância chamada salinomicina pode matar células-tronco do câncer de mama.
O que é diferente em seu estudo, diz Struhl, é que a metformina é amplamente usada como medicamento, e tem um longo e seguro histórico entre os registros médicos.
"Há dezenas de milhões de pessoas que tomam esse medicamento", disse. "Ainda que nossos estudos estejam limitados a camundongos e células, a metformina tem um histórico de efeitos anticâncer", acrescentou.
A metformina já mostrou ser capaz de reduzir o risco de alguns tumores, incluindo o câncer de pâncreas e de mama, em estudos amplos de pessoas com diabetes.
Você sabe o que é gordura trans e por que a indústria usa nos alimentos? Essa gordura é utilizada porque deixa os alimentos mais saborosos e ajuda a dar melhor resistência, ou seja, mantém o prazo de validade dos mesmos. Olhando por este ângulo parece que essa gordura é boa, mas na realidade ela não é.
A gordura trans pode aumentar a quantidade de colesterol ruim no organismo e é um fator de risco para problemas cardiovasculares, como informou a Dra. Gisele Rossi Goveia, coordenadora do Departamento de Nutrição da SBD.
A Dra. Giselle Rossi também falou sobre a norma da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que determina que os rótulos dos alimentos apresentem informações sobre valor energético e quantidade de seus nutrientes. Leia mais na entrevista abaixo.
1) O que é gordura trans?
É um tipo gordura que é formada por um processo de hidrogenação natural ou industrial.
2) Quais os produtos que mais contém a gordura trans?
Os alimentos de origem animal, como a carne e o leite possuem pequenas quantidades dessas gorduras. Sendo que a maior preocupação deve ser com os alimentos industrializados, como sorvetes, batatas fritas, salgadinhos de pacote, bolos, biscoitos, pastelaria, gorduras hidrogenadas e margarinas.

3) O que pode causar o consumo excessivo dessa gordura?
O consumo em excesso contribui para o aumento dos níveis de colesterol total eldl colesterol (colesterol ruim), bem como redução dos níveis de hdl colesterol (colesterol bom).
4) Se for consumida em pouca quantidade, a gordura trans também afeta o organismo?
Não existe um valor definido para o consumo. Recomenda-se a leitura dos rótulos dos alimentos, identificando quais alimentos são ricos ou não em gordura trans. A partir daí deve-se optar por aqueles que contenham menor teor deste tipo de gordura. A recomendação geral é que não se deve consumir mais de 2 gramas de gordura trans por dia.
5) A mudança nos rótulos proposta pela Anvisa é uma alternativa benéfica?
Acredito que a mudança na rotulagem seja benéfica. Mas é necessário que a população seja esclarecida sobre o que vem a ser gordura trans e quais os malefícios.
6) A população saberá interpretar as novas informações nos rótulos?
Sim, desde que devidamente orientados. E esta ação cabe aos profissionais especialistas no assunto. Na minha opinião, não adianta aterrorizar a população. É preciso trabalhar de forma educativa, informando a importância das gorduras totais e o que significa o que está sendo estipulado de gordura trans.
Fonte – www.diabetes.org
Postado em 4/9/2009 por
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Sacarina - Primeira substância adoçante sintética a ser descoberta (1878), tem poder adoçante 500 vezes maior do que a sacarose. Em altas concentrações deixa sabor residual amargo, e não é metabolizado pelo organismo. É de fácil solubilidade e estável em altas temperaturas. Em 1986 foi comprovada sua segurança para a saúde através de diversos trabalhos técnicos-científicos. IDA correspondente a 5 mg/kg de peso corpóreo.
Ciclamato - Descoberto em 1939, só entrou no mercado a partir da década de 50. Como a sacarina, é outro edulcorante artificial largamente usado no setor alimentício, sendo aplicado em adoçantes de mesa, bebidas dietéticas, geléias, sorvetes, gelatinas etc. Já foi liberado nos EUA da suspeita de ser cancerígeno. Com o menor poder adoçante, é 40 vezes mais doce que a sacarose, não calórico e possui sabor agradável e semelhante ao açúcar refinado (apresentando um leve gosto residual). Não é metabolizado pelo organismo, nem perde a doçura quando submetido a altas/baixas temperaturas e meios ácidos. IDA correspondente a 11 mg/kg de peso corpóreo.
Aspartame - Edulcorante artificial descoberto em 1965. Possui sabor agradável e semelhante ao açúcar branco, só que com potencial adoçante 200 vezes maior, permitindo o uso de pequenas quantidades. Seu valor energético corresponde a 4 calorias/grama. Muito usado pela indústria alimentícia, principalmente nos refrigerantes diet. Sensível ao calor, perde o seu poder de adoçamento em altas temperaturas. A doçura também poderá diminuir quando muito tempo armazenado. É contra-indicado a portadores de fenilcetonúria, uma doença genética rara que provoca o acúmulo da fenilalanina no organismo, causando retardo mental. IDA correspondente a 40 mg/kg de peso corpóreo.
Acesulfame-k - Criado em 1960, é o adoçante sintético de maior resistência ao armazenamento prolongado e a diferentes temperaturas. Adoça 200 vezes mais que a sacarose, seu gosto doce é percebido de imediato e em grandes doses deixa um leve sabor residual amargo. Não é calórico e nem metabolizado pelo organismo. Pode ser usado como adoçante de mesa e numa infinidade de produtos. Embora seja rapidamente absorvida, 99 % da substância é eliminada em 24 horas pela urina, de forma inalterada.Vários estudos demonstraram ausência de indícios cancerígenos ou mutações na célula. IDA correspondente a 15 mg/kg de peso corpóreo.
Stevia Rebaudiana - Descoberta em 1905 e muito difundida no Japão, esta planta é originária da fronteira do Brasil com o Paraguai. Das suas folhas se extrai o steviosídeo, edulcorante natural de sabor doce retardado com poder adoçante 300 vezes maior do que a sacarose. Tem boa estabilidade em altas ou baixas temperaturas. Pode ser consumida sem nenhuma contra-indicação por qualquer pessoa. Não produz cáries, nem é calórica, tóxica, fermentável ou metabolizada pelo organismo. IDA correspondente a 5,5 mg/kg de peso corpóreo.
Sucralose - Descoberta em 1976, esta substância acaba de ser aprovada pela Administração de Drogas e Alimentos (FDA), dos EUA. Trata-se de um edulcorante sintético com poder adoçante 600 vezes maior do que a sacarose. Não é calórico e possui sabor agradável. Também não é metabolizada pelo organismo, sendo eliminada por completo em 24 horas pela urina. Estável a temperaturas altas e baixas e em longos períodos de armazenamento. Pode ser usada como adoçante de mesa, em formulações secas (como refrescos e sobremesas instantâneas), em aromatizantes, conservantes, temperos, molhos prontos, compotas, etc. Não produz cáries, além de reduzir a produção de ácidos, responsáveis pela sua formação. IDA correspondente a 15 mg/kg de peso corpóreo.

Sorbitol - Substância natural presente em algumas frutas, algas marinhas etc. Tem o poder edulcorante igual ao da sacarose e similar ao da glicose, não sendo aconselhável a pacientes obesos e diabéticos mal controlados. Calórico, fornece 4 calorias/grama e ao ser absorvido se transforma em frutose no organismo. A frutose é transformada em glicose no fígado, mas como o processo é lento, não altera significativamente a glicemia. Não provoca cáries, não é tóxico e apresenta boa estabilidade. Resiste, sem perder seu potencial adoçante, a processos de aquecimento, evaporação e cozimento.
Dicas: doses acima de 20 a 30 gramas/dia produzem efeito diurético e acima de 30 a 70 grama/dia causam diarréia. Em algumas pessoas esses efeitos ocorrem mesmo em doses baixas, como 10 gramas/dia. O sorbitol (assim como o manitol e o xilitol) aumentam a perda de minerais pelo organismo, principalmente o cálcio, podendo também provocar a formação de cálculos. Até hoje a Organização Mundial de Saúde (OMS) não atribuiu um limite para a IDA do sorbitol, deixando a critério do bom senso do usuário.
Manitol - Tem valor calórico equivalente ao da sacarose (4 calorias/grama), o poder edulcorante 70% superior e um sabor levemente adocicado e refrescante. Não produz fermentação no organismo, mas provoca um significativo efeito laxativo quando ingerido em doses elevadas. Quando absorvido pelo organismo estimula a secreção de insulina ao ser parcialmente convertido em glicose, porém não causa hiperglicemia. A OMS estabelece uma dose diária máxima de 50 a 150 mg / kg de peso corpóreo.
Xilitol - Fornece 4 calorias/grama e sabor semelhante ao da sacarose, apresentando uma sensação refrescante na saliva, que aumenta quando associado ao aroma de menta. É considerado um dos melhores preventivos contra cáries. Precaução: doses acima de 30 g/dia podem provocar diarréia quando consumido pela primeira vez. A OMS não estabeleceu um limite para a IDA e o FDA (USA) indica o consumo na quantidade necessária para o adoçamento desejado.
Frutose - É um edulcorante natural, de sabor agradável e extraído do açúcar das frutas. É importante o diabético estar bem compensado para usar produtos à base de frutose, já que a substância tem 4 calorias/grama. É uma vez e meia mais doce que a sacarose, com poder de adoçamento 173 vezes maior. Excesso de frutose pode causar aumento de triglicerídeos e pessoas com problemas no metabolismo de lipídios e gorduras devem evitar o consumo desse edulcorante. Estudos comprovam que o uso por tempo prolongado dificulta a absorção do cobre, mineral importante na síntese da hemoglobina (responsável pela pigmentação dos glóbulos vermelhos).
Lactose - Açúcar extraído do leite muito usado como diluente nos adoçantes de mesa. Fornece 4 calorias/grama e precisa da presença de insulina para ser metabolizado no organismo. Seu potencial edulcorante é cerca de 15 % maior que a sacarose
Malto dextrina - Açúcar extraído do milho, também muito usado como diluente nos adoçantes artificiais. Como a lactose, é insulino-dependente e tem 4 calorias/grama, sendo cerca de 50% mais doce que a sacarose.
Dextrose - Outro açúcar derivado do milho com ampla aplicação na indústria alimentícia. Sua doçura é cerca de 70% maior que a da sacarose. Possui 4 calorias/grama e também necessita insulina para sua metabolização.
Fonte - www.diabetes.org.br
Você sabe a diferença entre ciclamato, sacarina e aspartame? Pode afirmar exatamente o que são edulcorantes? Conhece os edulcorantes calóricos e os não calóricos? Fique por dentro do assunto e saiba como utilizar os adoçantes sem prejudicar o sabor dos alimentos e, principalmente, a sua saúde.
Os adoçantes dietéticos são, em sua maioria, compostos a partir de substâncias não calóricas, naturais ou sintéticas, conhecidas como edulcorantes. Estes são mais doces que o açúcar branco e responsáveis pelo sabor dos adoçantes de mesa.
Dentro das dosagens permitidas, essas substâncias ainda são uma opção bem mais saudável para o paciente diabético do que o açúcar. Suas particularidades começam na classificação em dois grupos principais: as calóricas e as não calóricas.
As substâncias calóricas (ou edulcorantes calóricos) são mais utilizadas para diluir ou dar textura ao adoçante ou ao alimento dietético, do que propriamente adoçar o produto.
É bom saber que o consumo excessivo de produtos contendo edulcorantes calóricos pode provocar elevação na taxa glicêmica ou diarréia. Por isso, pegue leve e fique atento à fórmula do que vai consumir. A frutose e o sorbitol, edulcorantes mais utilizados, podem ser consumidos desde que estejam dentro da dieta prescrita pelo nutricionista.
Mas o paciente precisa estar bem compensado e saber que eles vão trazer mais calorias às suas refeições .É um erro comum pensar que esses alimentos podem ser comidos à vontade, só porque são dietéticos.
Aliás, comer compulsivamente produtos diet ou se exceder nas doses dos adoçantes, além de elevar a glicose, prejudica o paladar. Isto porque a maioria provoca um gosto residual amargo após certa quantidade.
A cada dia as indústrias estão encontrando mais alternativas para o paciente desfrutar do paladar dos alimentos sem precisar sair da dieta. Mas é importante conhecer o que se está levando para casa. Não basta apenas saber as características dos edulcorantes. É fundamental se habituar a ler o rótulo dos produtos, tentando identificar cada ingrediente.

Com a nova legislação sobre diets e lights, esta tarefa ficou ainda mais fácil, já que as empresas são obrigadas a incluir na embalagem todos os itens, sem exceção. Outra dica importante é observar se vem escrito: "isento de açúcar" ou "indicado para diabéticos", além do registro do Ministério da Saúde.
A Organização Mundial de Saúde também estabelece uma quantidade diária adequada para o consumo destes produtos. O cálculo é simples, basta multiplicar seu peso pela IDA (Ingestão Diária Aceitável) de cada substância.
Edulcorantes não calóricos
Ciclamato
Sacarina
Acesulfame-k
Steviosídeo
Sucralose
Aspartame (a exceção à regra: apesar de calórico, na dosagem recomendada tem calorias desprezíveis, por causa do seu poder de adoçamento).
É importante lembrar, no entanto, que os edulcorantes não calóricos podem possuir algumas calorias, apesar de praticamente despresíveis.
Edulcorantes calóricos
Sorbitol (presente na ameixa, cereja, maçã e pêssego)
Manitol (presente nos vegetais)
Xilitol.
Lactose (açúcar do leite)
Frutose (açúcar das frutas)
Malto dextrina (extraída do milho).
Fonte - www.diabetes.org.br