
Vitaminas, minerais e fibras. Realmente, são muitas as vantagens nutricionais de um cardápio à base de frutas. No entanto, vale ressaltar que ingerí-las à vontade é um erro, já que as frutas em sua maioria são ricas em carboidratos - o que influencia diretamente nos níveis de glicemia de quem tem diabetes.
Segundo a nutricionista do departamento de Nutrição da SBD, Marlene Merino Alvarez, a principal dica na hora de comer frutas não é verificar somente a quantidade, mas a sua variedade.
Fruta: In Natura, Suco ou Sorvete?
Na hora de escolher como consumir a fruta de sua escolha, basta incluí-la no total de carboidrato do plano alimentar, independente da sua forma de preparo. “O recomendado, principalmente em função do valor calórico, é usar na forma in natura. O suco tem mais carboidratos e calorias porque concentra, num pequeno volume, várias frutas. Já o sorvete é ainda mais calórico pela adição de gordura”, afirma Marlene Merino.
As Frutas e suas Propriedades
- Fonte de energia e carboidrato: as frutas são ricas em frutose que é um carboidrato que rapidamente chega no sangue – Para corrigir a hipoglicemia, uma das melhores opções é usar um copo (200ml) de suco de laranja.
- Alto Teor de Gordura: frutas como o abacate, castanhas e nozes possuem alto valor energético e fornecem ao organismo um tipo de gordura boa já o coco (a polpa) além das calorias possui um tipo de gordura que faz mal ao coração;
- Alto Teor de Água - Exemplo: melancia, melão, laranja;
- Alto Teor de fibras - Exemplo: maçã, laranja, tangerina, manga, jaca.
“As frutas devem ser ingeridas de forma variada e todos os dias, pois cada uma delas cobre uma função no organismo. O ideal é seguir a mesma regra da alimentação balanceada: quanto mais colorido o cardápio, melhor!”, recomenda Marlene.
Fonte - www.diabetes.org.br

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Entrevista com o ginecologista Mauro Sancovski, de São Paulo.
Considerada o estopim da revolução sexual observada no século XX, a pílula anticoncepcional não é capaz de oferecer à totalidade da população feminina e às diabéticas em especial a mesma segurança que vem dando a um sem-número de mulheres que optaram por tomar em suas mãos a decisão sobre o melhor momento de se tornarem mães. Quem explica por que e quando é que a diabética pode usar a pílula sem medo é o ginecologista Mauro Sancovski, especializado no atendimento a diabéticas em São Paulo.
Mauro Sancovski – “A pílula anticoncepcional é um hormônio e para poder fazer uso dela é preciso primeiro verificar se não há fatores que contra-indicam seu uso, como hipertensão ou alguma outra complicação vascular. Se tiver pressão alta, a pílula não é conveniente porque pode aumentar ainda mais a pressão arterial. Se tiver complicações como trombose, por exemplo, também não é apropriado tomar o anticoncepcional, que pode aumentar os problemas de coagulação.
No caso da diabética, é preciso adicionalmente verificar como está seu controle glicêmico. Se estiver estável, seu uso pode ser adotado, mas é recomendável que a pílula escolhida seja a de mais baixa dose hormonal, para que sua interferência na glicemia seja a menor possível.
A mulher sofre variações em sua glicemia em função do ciclo menstrual. Nesse sentido, a pílula é positiva porque vai manter estável a produção hormonal e, assim, também estabilizar suas taxas glicêmicas.
A escolha do método anticoncepcional deve ser discutida com o médico e pode variar conforme as características de cada pessoa. Em mulheres com ciclo menstrual normal, o uso do DIU (Dispositivo Intra-Uterino) pode ser uma boa opção. O DIU era até pouco tempo contra-indicado para diabéticas, porque se temia que ele pudesse aumentar o risco de infecções nesse tipo de paciente. Mas foi provado que isso não acontece e que esse risco só é aumentado em mulheres que não estão com bom controle glicêmico.
A pílula é o método mais adequado para pessoas com ciclo menstrual irregular, que sentem muita cólica ou têm sangramento em excesso, porque ela ajusta esses fatores, ou, ainda, para portadoras de síndrome de ovário policístico, porque ela deixa o ovário em repouso.
Quando decidir que quer engravidar, a diabética que utiliza a pílula anticoncepcional deve se preparar para uma gravidez de um ano, porque antes da concepção ela precisará receber ácido fólico, substância importante para a síntese do hormônio, de forma a eliminar o risco de malformação no feto.”
Fonte: Diabetes nós cuidamos

No Brasil, a cada 100 pessoas, 8 são diabéticas e outras 7 não sabem que estão doentes. Sem controle, a diabetes causa problemas cardíacos, renais e oftálmicos. Mas a tecnologia está ajudando.

Uma das imagens mais comuns em meio ao surto de gripe suína é a de pessoas no México andando pelas ruas usando máscaras. E à medida que a doença se espalha de país para país, surgem relatos de que as pessoas estão comprando todo tipo de produto pela internet.
Mas se por um lado o frenesi é compreensível, especialistas se demonstram céticos sobre o quão úteis as máscaras são.
O professor John Oxford, um virologista de um destacado hospital de Londres, o Barts and the London, afirma: "Na realidade, há muito poucas provas de que as máscaras dão proteção real contra a gripe. Eu acho que dá-las ao público como aconteceu no México apenas destrói a confiança".
Trabalhadores do setor de saúde
Foram questões como essa que levaram autoridades de grupos como a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Agência Inglesa de Proteção da Saúde a evitar pedir que o público use máscaras.
Enquanto o México entregou máscaras à população, a maioria dos outros países, incluindo o Reino Unido, está reservando-as para trabalhadores do setor de saúde.
Outros, como a Bélgica, compraram algumas para pessoas contaminadas com gripe, enquanto outros, incluindo a Espanha, entregaram-nas para passageiros de avião que voltam de áreas afetadas pela gripe suína.
Acredita-se que existam máscaras suficientes para metade da força de trabalho do sistema de saúde público do Reino Unido, mas autoridades já discutem com fornecedores sobre pedir outros 30 milhões para ajudar no caso de uma pandemia.
Trabalhadores da área de saúde receberam a ordem de usá-las, assim como luvas especiais, se entrarem em contato com vítimas em potencial da gripe suína. O professor Oxford acredita que essa estratégia seja correta:
"Eles são pessoas que mais provavelmente entrarão em contato com o vírus, e os que poderiam passá-lo à frente", diz ele.
O Departamento de Saúde britânico concentrou seus esforços em obter o que se chama de máscaras respiratórias. Essas têm filtros, que impedem a pessoa de aspirar algumas partículas no ar. Essas são muito mais eficientes do que as máscaras padrão ou máscaras contra poeira como as que são usadas por trabalhadores da construção civil.
No entanto, nenhuma das máscaras consegue impedir 100% que partículas as atravessem, e se tornam menos eficientes quando úmidas. Elas são mais eficientes ao impedir que o vírus saia.
O doutor Ronald Cutler, vice-diretor de ciência biomédica da Universidade de Londres, afirma: "Se você espirra com uma máscara o vírus pode ser contido, portanto, desse ponto de vista, se todos usarem máscaras podemos parar o alastramento do vírus", afirma ele.
"Ou você pode fazer com que as pessoas com gripe as usem, mas no momento em que eles forem diagnosticados como pacientes da doença pode ser tarde demais. E o problema é que quando alguém espirra tende a retirar a máscara. Acho que as máscaras dão às pessoas uma sensação falsa de segurança".
Fonte: Nick Triggle/ BBC